5.10.11

Vida sem Carne

Fonte: yogapelapaz

Vida sem Carne

 


Por Maria Laura Packer
Ilustração: Madu Cabral

O Yoga e o vegetarianismo estão tão próximos que é difícil separar um do outro. O vegetarianismo sempre foi proclamado na Índia como a forma mais adequada de se alimentar, sustentado por um dos princípios mais importantes da filosofia yóguica, o ahimsa (não-violência).

Ahimsa é a ética do hinduísmo, do jainismo e do budismo, que estabelece o respeito pela vida e exalta a importância evitarmos produzir sofrimento e dor aos outros seres, tanto física como emocionalmente. Esse mesmo princípio nos conduz a uma ação ativa de benevolência e compaixão por todas as criaturas viventes.

As Leis de Manu, um dos textos sagrados do hinduísmo, afirmam que "sem matar os seres vivos, a carne não pode ser utilizada, e como matar é contrário aos princípios de ahimsa, deve-se, então, renunciar o consumo de carne".

Já no Yoga Sutra, texto autorizado do Yoga do século III a.C., encontramos que "Estando (o yogue) firmemente estabelecido na não-violência, deixa de existir hostilidade e sua presença". II-35

Nos Corpos
Quando a carne é ingerida, ingere-se junto toda a adrenalina retida no músculo do animal, impregnada de medo e violência. Este medo mantém o homem em um contínuo estado reativo frente às situações da vida. Essa alteração bioquímica produz males físicos e psíquicos.

O constante estado de inquietude e medo torna-o muito sensível às vibrações mais terrenas que ativam o consumo de bebidas e outros hábitos autodestrutivos.

No corpo sutil, o consumo da carne estimula cobiça, ira, medo, luta e fuga e desejos inferiores da alma. O corpo astral do animal é muito forte e aquele que se alimenta de carne embrutece seu corpo emocional, tornando-o mais insensível às vibrações sutis e tênues da vida espiritual.

Na mente
A Chandogya Upanishad diz que a parte mais sutil do alimento forma a matéria mental, ou seja, nossa mente é formada por aquilo que comemos. Assim, o nível vibracional do alimento determina a qualidade dos nossos sentimentos e emoções.

A carne predispõe o homem a agir instintivamente, impulsionado pelo medo, aversão, raiva e outros sentimentos que impregnam os corpos mais sutis. O homem necessita manifestar a intuição e não o instinto, que é o elemento motivador do reino animal.

A carne é um alimento que se opõe à lei eterna da vida (dharma), é geradora e fruto de sofrimento dos maus tratos vividos pelo animal. Não é considerada um alimento adequado à vida espiritual e tampouco aos que desejam trilhar um caminho sustentado na benevolência e na paz. Seu consumo embrutece a natureza humana.

Na alma
A indústria pecuária, só no Brasil, produz cerca de 200 toneladas de excrementos por segundo. Os resíduos gerados por um rebanho de 10 mil cabeças de gado equivalem aos de uma cidade de 110 mil habitantes. Além disso, a pecuária é responsável por 18% das emissões de gases metanos que atuam diretamente no efeito estufa.

A quantidade de grãos usados para alimentar um boi é suficiente para alimentar 40 pessoas. Esse mesmo boi precisa de um a quatro hectares de terra para produzir em média 210 kg de carne. Com a mesma quantidade de terra e no mesmo tempo, poderiam ser produzidas 23 toneladas de trigo, 19 toneladas de arroz, 44 toneladas de batata e 56 toneladas de tomate.

Enfim, não justifica mais querermos comer carne ou manter a crença que a carne é necessária para a manutenção do corpo. Precisamos sair da esfera egoísta pessoal e começar a cuidar do planeta.

Hari OM

Maria Laura Garcia Packer
Professora de Yoga há 23 anos e vegetariana há 29 anos.
Autora dos livros Vegetarianismo - Sustentando a Vida e A Senda do Yoga - Filosofia, Prática e Terapêutica.
www.casadeyogashantiom.com.br

 

andreiadupski    10:08:52 — Arquivado em: Sem categoria


26.5.11

OM do Bill Gates (não use)

 

Faz alguns anos já, a Microsoft, indústria gigante de software, disponibilizou uma imagem do sagrado Om hindu, dentro do sistema operacional mais largamente usado no mundo, conhecido entre alguns dos seus usuários como "Ruindows". O resultado foi a disseminação massiva e instantânea do Om entre os usuários de computadores pessoais.

Pessoalmente, desde o início achamos as linhas daquele desenho desproporcionais, carentes de força e harmonia. Porém, até aí, tudo bem. Como diziam os romanos, "gosto não se discute: se lamenta". O detalhe, que irritou muita gente e mobilizou até mesmo algumas organizações hindus na Índia e nos Estados Unidos em protesto, é que o Om de Mr. Gates é mal-traçado.

Temos visto esse Om apócrifo em roupas, cartazes, livros, e até mesmo tatuagens, quase onipresente na própria Índia. Ao que parece, ele se tornou o padrão universal, a maneira mais conhecida de se traçar o mantra sagrado.

Desde as primeiras Upanishads, antiqüíssimos textos de Yoga do III milênio antes de Cristo, o Om é considerado Shabda Brahman, o "Corpo Sonoro de Brahman". Brahman é a Consciência Universal, O Absoluto, que tudo permeia, que está vivo e presente em todas as criaturas vivas e objetos inanimados, que se manifesta através da lei do karma, o princípio de causalidade, e as demais leis naturais, e que mantém o mundo coeso através do dharma, a justiça universal.

Em se tratando de algo tão sagrado, os sábios ensinaram a maneira correta de se traçar este yantra (símbolo) no alfabeto devanagari. Essa maneira, assim como a maneira correta de se pronunciar o mantra sagrado, de respirar entre as repetições e de meditar sobre seu significado, obedece a certas regras que não foram respeitadas pelo "artista" que cometeu esse traçado.

Olhando nessa perspectiva para esta versão do nosso amado símbolo, podemos afirmar que o Om do Bill Gates está para Shabda Brahman assim como o as bandas militares estão para a música. Ou seja, não tem nada a ver!

Se o amigo internauta estiver precisando utilizar um Om, sugerimos que evite usar esse. Ele é mal traçado, tendo o círculo à direita feito em sentido anti-horário, o que vá contra as normas de se traçar corretamente este yantra. Para se fazer corretamente o Om, devemos sempre fazer movimentos em sentido horário com a mão que desenha (até mesmo se estivermos usando o mouse de um computador).

Eis aqui alguns exemplos da força contida nas linhas do Om autêntico.

 

 

 

 Tendo imagens tão belas feitas por artistas da Índia, porque usarmos essa coisa feia, feita por um milionário americano para ficar ainda mais rico? Diga não ao Om do Bill Gates!

 

 

Fonte: www.yoga.pro.br

 

andreiadupski    09:53:28 — Arquivado em: Sem categoria


5.11.10

Diwali - Festival das Luzes

Diwali (Deepavali ou Deepawali), é uma festa religiosa conhecida também como o Festival das Luzes, um famoso e muito celebrado dia na cultura hindu. O festival dura cinco dias de festas e orações, celebrado uma vez por ano, as pessoas estreiam roupas novas, partilham doces e há fogos de artifício.

O Diwali é um feriado indiano muito festejado pelos hindus que, independente da religião, participam da festa cheia de fogos, dança, música, cores e luzes para a deusa da prosperidade Lakshmi. Ele marca o retorno de Sita e Rama – encarnações de Lakshmi e Vishnu – para Ayodhya, depois dela ter sido sequestrada pelo demônio Ravana.

As luzes ou lâmpadas significam a vitória do bem sobre o mal dentro de cada ser humano.
Os hindus comemoram o começo de um novo ano, e a vitória do bem sobre o mal, enfeitando suas casas com lamparinas que servem para indicar para a deusa onde deve ser dada a benção.

Acesse: www.diwalifestival.org

fonte: yoga journal

andreiadupski    15:41:27 — Arquivado em: Sem categoria


24.9.10

Cinco palavras em sânscrito que todo yogi deveria saber

Sânscrito básico

Por: Erica Rodefer

Cinco palavras em sânscrito que todo yogi deveria saber

Tradução: Thays Biasetti
Atualizado em: 22/09/2010

1. Asana. Meu primeiro professor de Yoga colocava o acento na segunda sílaba: a-SA-na. Ainda acho que soa interessante. Mas a pronúncia certa é A-sa-na. significa, literalmente, assento, mas nas aulas de Yoga é usada como “postura”. Exemplo: balasana = postura da criança.
2. Namaste. Essa é minha palavra sânscrita preferida porque é divertido dizer – na-ma-tê. A luz divina dentro de mim reverencia a luz divina dentro de você. Minha tradução incrivelmente simplificada: Eu sou demais. Você é demais. Todas essas pessoas são demais. Não é demais praticarmos Yoga juntos? Obrigado pela sua presença.
3. Om. Oooooooooooommmmmmmmmmm. Aparentemente, esse é o som do universo. A versão escrita de Om se tornou um símbolo universal do Yoga – enfeita as paredes de escolas e está tatuado em muitos alunos por todo o planeta. Mas o que significa? Essencialmente, nós somos todos parte desse universo – sempre em movimento, sempre mudando, sempre respirando. Quando entoa Om, você vibra nessa frequência.
4. Shanti. Paz. Quando você entoa, “Om shanti shanti shanti”, é uma evocação da paz. Nas tradições budista e hinduísta, se canta shanti três vezes para trazer paz ao corpo, discurso e mente.
5. Yoga. Todos sabemos que Yoga é a união do corpo, mente e espírito. É o que a palavra Yoga significa – ligação ou união. É, na verdade, a prática de conectar seu corpo, mente e espírito, mas pode significar mais que isso, também. É conectar-nos com nós mesmos, com os outros, o ambiente em que vivemos e, eventualmente, com nossa verdade. Que cada um de vocês seja abençoado com paz e beleza, amor e luz.
Namaste.

Erica Rodefer
é escritora e praticante de Yoga e vive em Charleston, EUA. Visite seu blog: Spoiledyogi.com.
andreiadupski    14:46:55 — Arquivado em: Sem categoria


31.8.10

O que os gatos fazem por nós

Esquentam nosso colo e nos dão alguém para falar.
Ajudam a baixar a pressão.
Criam um elo entre você e as outras pessoas que têm gatos.
Transformam objetos comuns em brinquedos.
Nos fazem mais atentos aos pássaros.
Funcionam como alarme.
Exibem acrobacias fabulosas.
Contribuem para tornar sua vida mais longa.
Enfeitam o peitoril da janela.
Mantém os ratos longe.
Nos fazem sorrir.
Inspiram os poetas e escritores.
Nos ensinam a ter os pés no chão.
Nos fazem deixar nossos desejos em segundo plano em prol de alguém.
Aquecem nossas casas e nossos corações.
Nos lembram de como a vida é misteriosa.
Compartilham conosco o seu ronronar.
Nos instruem na arte de se espreguiçar.
Nos mostram como levantar a poeira e dar a volta por cima.
Fazem com que até nosso sofá velho pareça bonito.
Abrem nossos corações.

Autoria Desconhecida

andreiadupski    10:39:15 — Arquivado em: Sem categoria


O Gato

Sábio, é esperto.
O gato é Zen.
O gato é Tao.
Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação.

Nada pede a quem não o quer.
Exigente com quem ama, mas só depois de muito se certificar.
Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele.
Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. . .
Discretamente, porém, sem derramar-se.

O gato é como um italiano educado na Inglaterra.
Sente como um italiano, mas se comporta como um lord inglês.

Quem não se relaciona bem com seu próprio inconsciente, não curte o gato.
Ele aparece, então, como ameaça, porque representa esta relação precária do homem com o próprio mistério.

O gato não se relaciona com a aparência do homem.
Ele vê além, por dentro e pelo avesso.
Relaciona-se com a essência.

Anita Lee

“Cuidado com pessoas que não gostam de gatos”
Provérbio Irlandês

andreiadupski    10:23:59 — Arquivado em: Sem categoria


Dharma

O que é Dharma?

Dharma é o caminho da justiça, é viver sua vida de acordo com os códigos de conduta como descrito nas escrituras Hindus.

Lei Moral do Mundo

O Hinduísmo descreve dharma como as leis naturais universais cuja observância habilita os humanos a serem felizes e a se salvarem da degradação e sofrimento. O Dharma é a lei moral combinada com disciplina spiritual que guia a vida de alguém. Os Hindus consideram o dharma a fundação da vida. Ele significa “aquilo que guarda” as pessoas desse mundo e toda a criação. Dharma é “a lei do existir” sem o qual as coisas não podem existir.

De acordo com as Escrituras

O Dharma se refere à etica religiosa como proposto pelos gurus hindus nas antigas escrituras indianas. Tulsidas, autor de Ramcharitmanas, definiu como a raiz do dharma a compaixão. Esse princípio foi adotado por Buddha em seu livro imortal de grande sabedoria, Dhammapada. O Atharva Veda descreve o dharma simbolicamente: Prithivim dharmana dhritam, ou seja, “esse mundo é sustentado pelo dharma”. No poema épico Mahabharata, os Pandavas representam o dharma na vida e os Kauravas representam o adharma.

Bom Dharma = Bom Karma

O Hinduísmo aceita o conceito de reencarnação, e o que determina o estado de um indivíduo na próxima existência é o karma, que se refere às ações experimentadas pelo corpo e pela mente. Para obter bom karma é importante viver de acordo com o dharma, o que é certo. Isso envolve fazer o que é certo para o individual, a família, a classe ou casta e também para o universo. Dharma é como uma norma cósmica e se alguém vai contra a norma isso pode resultar em karma ruim. Então, o dharma afeta o futuro de acordo com o karma acumulado. Por isso o caminho dharmico de alguém na próxima vida é aquele necessário para tirar proveito de todos os resultados do karma passado.

O que te faz Dharmico?

Qualquer coisa que ajude os seres humanos a alcançar deus é dharma e qualquer coisa que impede os seres humanos de alcançar deus é adharma. De acordo com o Bhagavat Purana, ter uma vida honrada ou viver no caminho dharmico tem quarto aspectos: austeridade (tap), pureza (shauch), compaixão (daya) e autenticidade (satya); e a vida adharmica ou desonrada tem três vícios: orgulho (ahankar), contato (sangh), e intoxicação (madya). A essência do dharma reside em possuir uma certa habilidade, poder e força spiritual. A força de ser dharmico também reside na combinação única de brilho espiritual e destreza física.

As 10 Regras do Dharma

Manusmriti escrito pelo antigo sábio Manu, determina 10 regras essenciais para o cumprimento do dharma: Paciência (dhriti), perdão (kshama), piedade ou autocontrole (dama), honestidade (asteya), santidade (shauch), controle dos sentidos (indraiya-nigrah), razão (dhi), conhecimento ou aprendizagem (vidya), autenticidade (satya) e ausência de raiva (krodha). Manu vai além, “Não-violência, verdade, não-cobiça, pureza de corpo e mente, controle dos sentidos são a essência do dharma”. Por isso as leis dharmicas governam não somente o indivíduo, mas tudo na sociedade.

A Razão do Dharma

A razão do dharma é não somente alcançar a união da alma com a realidade suprema, ele também sugere um código de conduta que tem a intenção de assegurar tanto prazeres mundanos como felicidade suprema. Rishi Kanda definiu o dharma no Vaisesika como “aquilo que concede prazeres mundanos e leva à felicidade suprema”. O Hinduísmo é a religião que sugere métodos para a obtenção do ideal mais alto e êxtase eterno aqui e agora e não em algum lugar no céu. Por exemplo, ele defende a idéia que é o dharma de alguém casar, criar uma família e prover para aquela família de qualquer forma possível. A prática do dharma dá a experiência de paz, alegria, força e tranqüilidade interior e torna a vida disciplinada.

fonte: hinduism.about.com

andreiadupski    10:13:51 — Arquivado em: Sem categoria


24.8.10

O Kirtan de Jai Uttal e Krishna Das

Jai Uttal

Jai Uttal é um músico, cantor e compositor americano nascido em Nova York. Frequentemente toca com os Pagan Love Orchestra, é influenciado pelas suas raízes R&B dos anos 60 e 70 e pela música tradicional indiana, com a qual se familiarizou aos 19 anos, quando mudou-se para a Califórnia a fim de se tornar um estudante de voz tradicional com Khansahib e aprender sarod, um intrumento indiano de 25 cordas. Mais tarde, viajou para a Índia e estudou com Neem Karoli Baba. Ele foi fortemente influenciado pelos Bauls, os músicos perambulantes de Bengal. Jai assentou entre eles comunicando-se apenas através da música, o que, em última análise, o ajudou a estabelecer o seu estilo único. Jai continua a estudar com a lenda da música indiana, Ali Akbar Khan. A música de Jai é frequentemente usada nas práticas de Yoga.

Sobre o seu novo website

Jai Uttal tem, desde março de 2009, um novo website, na verdade, é uma remodelação completa do antigo website, www.jaiuttal.com, destacando-se agora um design moderno e novas funcionalidades, como a seção “blog“, onde Jai nos brinda com os seus escritos, e também as seções “video“, “galeria” e “kirtan“, entre outras.

Nas palavras de Jai:

“Olá, amigos(as)!!!!!!

Bem-vindos(as) ao meu novo website… Pensamos que estava na altura de uma mudança. Não apenas um novo look, mas um website com o qual eu pudesse lidar com mais facilidade do que o antigo. Eu queria escrever uns recados a todos vocês (acho que se chamam blogs… Eu tenho dificuldades com essa palavra. Mas a idéia é ótima, não é?), fazer upload de imagens do meu iPhone e computador, oferecer mais downloads de música especial. Tenho a esperança de que este novo site e a nova tecnologia irão tornar tudo isso possível para um tipo não-tecnológico como eu.

Ah, e mais uma coisa: o meu novo CD, Thunder Love, irá ser lançado no dia 24 de março de 2009.

Krishna Das

Reconhecido mundialmente, não só nos meios alternativos, mas também no vasto universo da chamada World Music, Krishna Das é uma grande referência no canto de músicas da tradição indiana, inspirando milhares de pessoas em seus concertos e satsangs. Visite o website de Krishna Das em www.krishnadas.com

“Krishna Das é um exemplo de pessoa cujas canções abrem os canais a Deus.”
Ram Dass

Krishna Das foi especialmente atraí­do para as práticas de Bhakti Yoga – o Caminho do Amor - através de Ram Dass, que o levou para a Índia no final da década de 1960 para conhecer Maharaj-ji (Neem Karoli Baba). Na companhia deste Guru, ou Santo, ele ficou por 3 inesquecí­veis anos como seu fervoroso devoto, iniciando assim a jornada que o levou cada vez mais profundo na prática de Kirtans, o canto dos diferentes Nomes sagrados de Deus. Nessa busca para abrir e purificar seu coração, ele esteve inúmeras outras vezes na Índia, encontrou vários mestres e santos de diferentes tradições espirituais, morou em florestas, ashrams e locais sagrados por toda a Índia.

Ele também vem se dedicando, há longos anos, às práticas de meditações budistas, e obteve iniciações no Budismo Tibetano por Lamas de várias linhagens. A música de Krishna Das apenas reflete um processo de um longo tempo em vivências no universo bhakti (devocional). Suas canções têm inspirado muitos yogis. Atualmente, ele é uma verdadeira referência na música devocional. Para mais informações sobre ele, seus CDs e sua música, entre no sí­tio www.krishnadas.com

Desde a mais remota antiguidade já é sabido que a prática de cantar repetidamente sons de poder, os mantras, gradativamente nos leva a retirar os véus que encobrem o brilho da essência divina presente em cada um de nós. “Cantar abre o olho interno do coração. Limpa o espelho do coração para que este possa refletir claramente o que já está dentro de nós”. Através dos kirtans (um estilo musical de vocalizar os mantras) vamos abrindo os nossos corações e elevando nossas consciências a um estado de meditação ou mesmo a um estado de Graça indescrití­vel.

fonte: www.ekadantayoga.com.br

andreiadupski    11:36:42 — Arquivado em: Sem categoria


3.8.10

Deuses e Vahanas Hindus

Pequena Introdução aos Principais Deuses e Vahanas Hindus

……….

Brahma

É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva. Sem ele nada existiria.
Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.

……….

Shiva – O destruidor

Shiva é o terceiro deus da trindade Hindu; ou trimurti, junto com Vishnu e Brahma. Ele é tudo, logo, aparece de muitas formas diferentes.
Tem mais de mil nomes, como (Maheshvara) Senhor do conhecimento, (Mahakala) Senhor do Tempo.
Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o pacífico (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
Ele é o criador e é o destruidor e preservador. Geralmente é retratado em três faces:
- Duas opostas, como macho e fêmea, grande iogue e chefe de família diligente
- Como Bhairava, o destruidor
- E a terceira, com uma face serena e pacífica, que as reconcilia.
Na tradição hindu, Shiva é o destruidor. Na verdade ele destrói para construir algo novo, assim, é melhor chamá-lo de “renovador” ou “transformador”. Suas primeiras representações surgiram no neolítico (4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o Senhor dos Animais. A criação do Yoga é atribuída a ele.

……….

Vishnu – O preservador

“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o Universo.
Duas reencarnações do deus Vishnu (Narasinha, o leão, e Varaha, o javali) provavelmente remontam sua origem aos cultos locais de animais.

……….

Mahadevi - A deusa Mãe

Manifesta-se tanto como consorte das principais divindades masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas (como Laskshmi ou Parvati), ou poderosas e destrutivas (como Kali e Durga).

……….

Ganesha

Filho de Shiva e Parvati, tem cabeça de elefante. É o deus mais popular do Hinduísmo. É sábio, ponderado e bem versado nas escrituras. É invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar o seu êxito.

Ganesha é o símbolo das soluções lógicas, e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é a de um elefante, e ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou “Destruidor de Obstáculos”.

Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.

……….

Matsia

O Peixe de Chifres que representa a intercessão de Vishnu no tempo do Dilúvio Universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé Hindu) e salvou-o com o barco preso aos seus chifres.

……….

Kurma

A tartaruga. É o segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do Dilúvio para recuperar os tesouros.

……….

Varaha

O Javali. Originalmente o Porco Sagrado de um culto primitivo, tornou-se num avatar de Vishnu depois de um segundo Dilúvio. Cavando sob a água com as presas, ele fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme.

……….

Narasima

O Leão-Homem que foi um avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um Demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio até ao crespúsculo.

……….

Vamana

O Anão. É outro avatar que se transformou num gigante para frustrar um Demônio que procurava controlar o Universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.

……….

Parasurama

Foi Vishnu como filho de um Brâmane roubado pelo rei Kshatryia.
Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane. Então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações.
……….

Rama

O Herói da epopéia literário-religiosa “O Ramaiana”, Foi um outro avatar de Vishnu que venceu Ravana, o mais terrível Demônio do Mundo.
Rama representa o Hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão.

……….

Krishna

É o avatar mais importante de Vishnu.
Foi um Deus-Herói amado pelos seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bagavad Gita”.
Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez cristãs.

……….

Lakshmi

Consorte de Vishnu. Muitas vezes aparece sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, Representa a Boa Sorte. Os seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante Deusa.

……….

Sita

Consorte de Rama (avatar de Vishnu). Ela é uma encarnação de Lakshmi.
Representa a esposa Hindu ideal. Foi rapatada pelo Demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido.

……….

Hanuman

O Rei dos Macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal.

……….

Garuda

Vishnu aparece montado em Garuda. É uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transporta o Deus no seu cintilante dorso dourado. Muitas vezes era confudida com o Deus do fogo, Ágni.

……….

Além das divindades principais, Shiva, Brahma, Vishnu e as deusas, há numerosas outras que ocupam importantes posições no panteão hindu:

Surya: o deus do sol

Agni: o deus do fogo

Indra: o deus da guerra

Vayu: o deus do vento

……….

Fonte: yoga-namaskar.blogspot.com/

andreiadupski    08:57:27 — Arquivado em: Sem categoria


19.7.10

Om Gam Ganapataye Namaha

Este mantra é um dos mais conhecidos no hinduísmo e fácil de pronunciar.

É uma invocação a Ganapati (outro nome de Ganesha) e serve para remover os obstáculos, tanto materiais como espirituais.

Este Hino Védico também contém um dos mais famosos mantras associados com esta divindade.

Om Gam Ganapataye Namah (literalmente: “eu Te saúdo, Senhor das Tropas”).

O simples ato de colocar as mãos unidas junto ao coração em anjali mudra, manter os olhos fechados e buscar a imagem de Ganesha, enquanto se entoa um mantra, já é o suficiente para conectarmos com o removedor dos obstáculos.

Ouça o mantra clicando aqui, ou na imagem de Ganesha abaixo:

andreiadupski    08:37:33 — Arquivado em: Sem categoria
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